O sintetizador Jupiter 8 foi um dos monstros analógicos da década de 80

O sintetizador Jupiter 8 foi um dos monstros analógicos da década de 80
No início da década de 80, o mundo dos sintetizadores era povoado por máquinas de marcas como Sequential Circuits e Oberheim, as quais tinham como característica seu som denso e, de certa forma, impositor. Com um produto robusto, mas com sonoridades que podiam lhe oferecer desde sons sutis e delicados até timbres verdadeiramente gordos, a japonesa Roland entrou nesse jogo com um produto que deixaria marcas até os dias de hoje.
Publicado em: 03 de Agosto de 2015

A interface do Jupiter 8

Esse monstro analógico, que continha oito vozes e capacidade para armazenar até 64 patches, foi  alojado em um elegante case metálico, acompanhado por um teclado de 61 notas (as quais não respondiam à velocidade ou pressão). Para o seu controle, uma interface cheia de cores lhe convidava à exploração.

Lançado um pouco antes da introdução do protocolo MIDI, o equipamento possuía apenas saídas CV/Gate, sendo que somente os modelos mais tardios incluíam uma porta DCB (Digital Control Bus, desenvolvido pela própria Roland), que servia para a sua comunicação com equipamentos providos de DCB ou MIDI (neste caso, com a ajuda de um conversor, o MD8, da Roland).

A composição do Sintetizador

Basicamente, esse sintetizador é composto por 2 VCOs por voz - com direito à sync, cross-modulation e pulse-width modulation -, filtro resonante de passa-baixas com ajuste para trabalhar com dois pólos (12dB/octave) ou quatro pólos (24dB/octave), filtro de passa-altas não resonante, dois geradores de envelope (ADSRs, sendo um deles capaz de trabalhar de forma invertida) e um LFO.

O unison está entre as funções mais apreciadas

Uma das funções mais apreciadas pelos usuários (novos e antigos) é o modo unison. Com ele, todos os 16 osciladores podem ser acessados em uma única depressão de tecla, o que certamente cria uma sonoridade impactante. Seu arpegiador conta com a função random mode e seu teclado com as de split e layer. Para a diversão dos sound designers a função hold foi incluída. 

Close da interface do Jupiter 8

O Jupiter 8 tem o que muitos consideram o som mais gordo dentre os Jupiters e Junos e, com a ajuda de sua interface (própria para a edição), este, sem dúvidas, é um dos melhores sintetizadores que a indústria foi capaz de conceber. Com cerca de 2.000 unidades produzidas entre 81 e 85, esse clássico - que leva o nome do maior planeta do sistema solar seguido do número 8 (uma referência à sua polifonia) - é um objeto de adoração, até os dia de hoje, e possui o que muita gente classifica como sons “autenticamente analógicos”. E ao contrário de que muitos devem pensar, problemas com afinação foram relatados somente nos primeiros exemplares.

A Roland produziu apenas 2000 unidades do sintetizador Jupiter 8.

 

Para que serve? Deixar boas impressões sonoras

Quanto custa? Em geral, muito dinheiro.

Alternativas: MKS 80 (o Jupiter 8 na versão rack) e o Arturia Jupiter-V8.

 

 

E você, já conhece esse sintetizador? Já chegou a programa-lo ou toca-lo? Ficou com alguma dúvida? Por favor, deixe seu comentário.

 

Postado por Thiago Nakaguishi

Conheça nossos cursos: