Mas afinal, o que faz um produtor de música eletrônica?

 

Se você não foi abduzido por alienígenas durante os últimos cinco anos, deve ter percebido que, se quiser construir mesmo uma carreira como DJ, você também deve se tornar um produtor de música eletrônica.

É inegável que as habilidades de produção musical não são apenas para produção – elas melhoram as suas habilidades como DJ também. Até porque, com a tecnologia dos softwares de discotecagem e suas possibilidades quase infinitas, a mixagem básica se tornou… básica.

Obter habilidades de produção significa que você pode fazer algo além da discotecagem tradicional, algo que possa surpreender as pessoas, e que outros DJs possam tocar também. Não é exatamente como um produtor de música tradicional, que sabe como microfonar uma bateria, por exemplo, mas alguém capaz de transformar fragmentos musicais em uma nova música . Assim, um DJ/Produtor tem que dominar ao menos os seguintes processos:

Mashups

Na sua concepção mais simples, um mashup é a junção de um acapella de uma música com o instrumental de outra (ou outras), criando algo novo. Apesar de estar meio fora de moda, um bom mashup ainda é capaz de surpreender uma plateia. É mais uma habilidade de DJ do que de produção, já que pode ser feita ao vivo, basta ter duas fontes de áudio e um crossfader – mas necessita do conhecimento de produção para saber onde e quando inserir ou retirar cada seção da música. Além disso, se o mashup chega a um ponto em que é oficialmente lançado, o produtor leva o crédito.

Re-edits

É quando você pega uma faixa pronta e reedita ela, movendo seções de lugar, ou mesmo retirando alguns trechos e repetindo outros. Talvez você queira aumentar a intro da música, tirar os vocais, fazer um loop só do trecho que interessa, fazer uma versão dub ou instrumental. O ponto é: você pega algo pronto e modifica para usar nos seus sets como DJ, de forma a ter uma versão exclusiva, só sua – o que já é uma boa motivação para fazer isso. E muitos DJs ficam famosos pelos seus edits.

Remixes

Aqui, você tem (nem sempre) as partes individuais de uma música – baterias, baixos, vocais, percussões, synths – e assim por diante – para recriar uma música de outro artista. Então, você pode optar por usar todas as partes ou não, trocar a linha de baixo por outra, por exemplo, ou até mesmo modificar o gênero da música para outro público, que talvez não consumisse a versão original. Muitos DJs ficam mais famosos pelos seus remixes do que pelas suas produções originais.

Produção de Música Eletrônica

É a sua música. São as suas ideias transformadas em uma track. Você pensou em algo, sentou em frente ao computador e montou as partes necessárias para que a sua ideia se tornasse uma faixa original, sem usar o trabalho de outras pessoas. Claro que isso é bastante subjetivo – a inspiração vem, muitas vezes, do nosso repertório pessoal, algo que ouvimos e que dá aquele estalo: “quero fazer algo assim”. Essas produções são as que levarão o seu nome (real ou artístico) e é o que pode fazer a diferença na hora de alavancar a sua carreira.

Tenha em mente que isso é só uma parte do processo de se tornar um produtor de música eletrônica, mas é a parte que vai te diferenciar do cara que é apenas um DJ, e que certamente vai te dar mais oportunidades.