Por Hermes Pons
Eu me lembro perfeitamente de quando decidi ser um DJ em tempo integral. Já tocava regularmente em duas casas legais da cidade, e ainda trabalhava durante o dia, o que tornava meus fins de semana uma maratona de trabalho que começava na sexta à tarde e só terminava no domingo à noite.
Eu estava cansado e desapontado com o meu trabalho diurno – ele consumia horas e horas da minha vida e estava longe de me dar um retorno satisfatório, tanto pessoal quanto financeiro. E cada vez mais, eu me via sendo “empurrado” para o meu sonho profissional: me tornar um DJ em tempo integral. Então, depois de anos conciliando os trabalhos diurnos e noturnos, decidi dar o passo seguinte. Com a ajuda de um amigo, consegui uma residência em outro estado e pedi demissão.
O que eu não contava era que durante o meu aviso prévio, o lugar que havia me cotado para uma residência resolveu mudar de ideia, ou seja: de um dia para o outro, estava desempregado.
Por sorte, quando eu já estava começando a enviar currículos, consegui uma residência em outro lugar e fiquei nele por oito anos. Era a realização de um sonho alimentado durante muito tempo – e também foi onde percebi a importância de um planejamento de carreira.
Olhando para trás, eu vejo que em alguns momentos tive mais sorte que juízo. Então, se a sua intenção é se tornar um DJ em tempo integral, eu quero te dar umas sugestões – as que ninguém me deu antes de eu tomar minha decisão.
A mais importante delas: profissionalize-se como DJ
Fazer um curso de DJ não é só sobre aprender como funcionam as coisas. Uma certificação te coloca em outro nível para um empregador, e em uma profissão liberal como a de DJ, isso é ainda mais importante. Conhecimento nunca é demais, então invista em você.
Faça um planejamento profissional de curto, médio e longo prazo
Isso te ajuda a manter o foco nos seus objetivos e antecipar possíveis problemas. O que você realmente deseja fazer da sua vida? Onde você se vê em dois, cinco ou dez anos? Não se iluda – o tempo passa rápido, e sem planejamento você pode ficar à deriva e correr riscos desnecessários. Além disso, se você está entediado com a sua profissão atual, sair só por sair pode te deixar insatisfeito novamente em muito pouco tempo.
Prepare-se mentalmente para ser um DJ Profissional
Pode parecer bobagem, mas você vai precisar de uma boa dose de auto controle e disciplina. As coisas nem sempre saem como planejado, e isso pode te desestabilizar psicologicamente. Já comentamos aqui sobre os deveres de um DJ profissional. Lembra da desistência do contratante durante o meu aviso prévio? Isso nos leva a outro ponto importante:
Crie condições para realizar seu sonho
Pode ser que as coisas levem um pouco mais de tempo para acontecer, e você vai precisar de tempo para desenvolver sua estratégia. Se você não quiser ou puder conciliar seu trabalho atual com a profissão de DJ, faça uma reserva que possa te manter durante no mínimo seis meses – um ano e meio é o ideal. Assim, você consegue mais tempo para se planejar. Faça seu planejamento financeiro e elimine tudo que for supérfluo – você vai se surpreender com a quantidade de coisas que não precisamos realmente.
Não perca tempo
Crie uma base de fãs, cultive bons relacionamentos profissionais, melhore suas habilidades com um curso de produção, por exemplo. Busque maneiras de se destacar, e faça um bom planejamento de marketing pessoal.
Entenda que errar faz parte do processo de aprendizagem
Medo de errar é meio caminho andado para o fracasso. Se você não erra, provavelmente não está aprendendo nada. Então saia da sua zona de segurança e corra alguns riscos. Quando você aprender, verá que valeu a pena.
Seja realista
Tente enxergar as reais possibilidades do mercado, e certifique-se de que há interesse nas suas habilidades como DJ. Mas, mais importante que isso, tenha em mente que fazer algo que se ama só vai te trazer benefícios e melhorar muito a sua saúde física e mental. Lembre-se que esse trajeto é só seu, então não se compare com outros profissionais – ao invés disso, avalie seus pontos fortes e fracos e saiba como lidar com eles. Talvez seja necessário manter um trabalho de meio período enquanto a sua carreira não decola. Tenha um plano B e um C na manga, sempre! E lembre-se: independente do caminho que você escolher, não há momento melhor para começar a sua carreira dos sonhos que agora!

Esta é uma das dúvidas mais comuns de quem está começando na carreira de DJ: como compor um valor justo para as suas apresentações. A resposta pode variar bastante, pois existem vários fatores em jogo. Mas você pode levar alguns aspectos em consideração – e evitar alguns erros básicos também -, acompanhe:

Como você se desloca para o evento? Leva seu próprio equipamento ou aluga? Quantas tracks você compra por mês? Esses são só alguns dos itens que você deve levar em consideração na hora de precificar seu trabalho. Considere também o custo de especialização, aprendizagem, compra de equipamentos, etc. Tudo isso gera um custo que pode ser amortizado ao longo da sua carreira.
Você pode, por exemplo, perguntar a outros profissionais do ramo, mas atenção: só faça isso se você tiver um relacionamento estreito com essa pessoa, caso contrário você parecerá antiético e inconveniente. Mesmo assim, leve em conta que outros DJs podem não te dizer o valor real do seu trabalho. O ideal é ter ao menos cinco valores para comparação.
Uma vez que você já tem uma ideia da média praticada no seu mercado, tente estabelecer um valor adequado, levando em conta também a sua experiência em relação à concorrência – o que diferencia o seu trabalho dos demais? Faça uma auto análise honesta e perceba se você está muito acima ou abaixo da média tanto em valores quanto em habilidades, e ajuste isso.
O mercado sempre vai tentar colocar o seu valor o mais baixo possível, então saiba lidar com a situação. E seja responsável ao praticar seus valores – baixar demais o seu preço não desvaloriza só o seu trabalho, mas o de toda a categoria. Quanto mais profissional você for desde o começo, mais rápido as pessoas te levarão a sério. Seja cuidadoso ao negociar apresentações com valor baixo ou sem pagamento, sob o pretexto de obter mais visibilidade – se achar que não compensa o investimento, seja educado, agradeça e recuse a oferta.
Qualquer especialista em negociação vai te dizer isso: um acordo bem sucedido é aquele em que todos saem ganhando. Então, avalie cada oferta com cuidado, e, se for o caso, conceda algum tipo de desconto ou vantagem para o contratante. Cada caso é um caso, e não faz sentido você cobrar por uma festa para cem pessoas a mesma coisa que cobraria para uma com mil e quinhentos pagantes. Bom senso é a chave aqui.
Você tem um bom mailing ou muitos seguidores nas redes sociais? Costuma atrair um número razoável de pessoas aos lugares onde costuma tocar, tem bons contatos de mídia? Use isso a seu favor – lembre-se de que quem tem que provar o valor do serviço oferecido é você.
Afinal, esse é o seu trabalho. Se você for tímido ou não tiver habilidade para negociar, é mais interessante escolher alguém para negociar por você, ou fazer isso por email, por exemplo. Separando a racionalidade da emoção você pode avaliar melhor uma oferta e evitar uma negociação mal sucedida. Sempre que possível, assine um contrato, principalmente se o evento for em outra cidade ou estado.
Como em qualquer carreira, a profissão de DJ evoluiu a ponto de oferecer diferentes perfis de trabalho – e, por isso mesmo, é os resultados variam bastante de acordo com as suas habilidades pessoais em cada um deles. Abordaremos neste post os três principais perfis de DJ e como cada um deles funciona. Vamos lá?
O DJ Produtor
Há dez anos atrás, a carreira de um bom DJ se resumia a ser um excelente curador musical e fazer sets incríveis. Hoje, dominar a produção é uma exigência para quem pretende fazer sucesso no ramo. Construir uma carreira baseado em suas habilidades de produção é hoje a maneira mais garantida se estabelecer no ramo. A reputação de um DJ Produtor é baseada na música que ele cria, então seu ambiente de trabalho mais comum é o estúdio. Há várias maneiras de construir o seu nome como produtor, mas um bom começo inclui:
Tenha em mente que a carreira de um DJ Produtor não é fácil – há uma rotina de estúdio para se seguir, além de viagens o tempo todo, poucas horas de sono… nem todos se enciaixam nesse perfil.
DJ Residente/Local
Embora seja um perfil um pouco irregular – residência é uma tendência que vai e volta – ainda é uma boa maneira de se conseguir uma renda estável. Além disso, se manter em uma região específica evita todo o estresse de viajar constantemente. Um DJ residente ou local precisa ser flexível e dominar o maior número possível de equipamentos, já que cada club tem um setup específico. Por esse motivo, o profissional que se dispõe a esse perfil acaba se tornando também uma espécie de técnico, já que desenvolve a habilidade de resolver problemas dos lugares onde costuma tocar – muitos deles, na hora.
Começar uma carreira como residente, no entanto, requer bastante trabalho. Donos de clubs em geral são bombardeados constantemente com promos e mixtapes de outros DJs. Em geral, clubs voltam sua atenção para DJs que conseguem mobilizar uma boa quantidade de pessoas. Então, cabe a você definir uma estratégia para conseguir o seu lugar. A rotina de um DJ residente inclui:

O DJ Técnico, ou Turntablist
O último, mas não menos importante perfil é o do DJ que constrói sua carreira através da sua extrema habilidade com equipamentos e técnicas de mixagem. Hoje, este tipo de DJ é encontrado tanto nos toca-discos – os famosos Turntablists – como em CDJs e controladoras – estes últimos são chamados de Controllerists fora do Brasil. Embora para muitos esse seja o verdadeiro DJ, esse é provavelmente o perfil mais difícil de se obter grande sucesso hoje – o que não quer dizer que seja impossível. Mas ele demanda prática, prática, e mais um bom tanto de prática. Isso leva muito tempo, até que você consiga adquirir o que chamamos de memória muscular – algo em que você não precisa mais pensar para fazer.
Além do treino, demanda estudar outros DJs constantemente, para aprender novas técnicas e desnvolver as suas – o que significa, entre outras coisas, assistir muitas apresentações ao vivo, desenvolver suas habilidades através de um outro instrumento, e melhorar muito o seu ouvido. Nada vai te tornar tão bom aqui quanto ser extremamente disciplinado.
A melhor maneira de se obter sucesso com esse perfil é participando de campeonatos, como o Red Bull Thre3style, por exemplo – supondo que você já seja bom o suficiente – ou ainda, fazendo vídeos das suas rotinas e publicando online. Mas tenha em mente que, se seu objetivo é apenas financieiro, você terá que encontrar um meio de unir essa técnica com a parte mais popular do ramo, e isso nem sempre é fácil.
Construir uma carreira como DJ pode ser gratificante, e oferecer boas oportunidades profissionais, mas para se obter sucesso é recomendável que você tenha seus objetivos em mente. Esperamos que estes perfis ajudem a ver o que se encaixa melhor em suas ambições, e que sirvam para deixar seu futuro profissional um pouco mais claro.
E aí, qual é o teu perfil de DJ?
Nos dias de hoje ser um excelente DJ ou produtor não basta. É necessário que você divulgue o seu trabalho da melhor maneira possível. Uma das maneiras mais eficientes de se fazer isso é criar um presskit bem caprichado. Ele facilita, e muito, a vida dos seus potenciais contratantes. Então, aqui vão algumas dicas de Assessoria de Carreira que não podem faltar no seu Presskit.
É legal você ter duas versões de presskit: uma para passar para os contratantes quando fecha uma gig e outra para você passar para a imprensa. A dos contratantes você pode colocar o release, fotos e links das suas redes sociais. E a da Imprensa tem que constar algo mais extenso, com fotos das suas apresentações, um release mais extenso e também o “clipping” para a imprensa.
Releases são essenciais em um presskit por motivos simples: todo mundo tem uma foto bem feita pra divulgar seu trabalho em algum lugar da internet, mas poucos se animam em fazer uma “bio” caprichada. Se esse é o seu caso, resolva imediatamente. O ideal é sempre ter duas versões: uma mini bio (para ser usada na divulgação) e outra mais completa, para que os possíveis contratantes (e sua assessoria de imprensa) saibam mais sobre você e a sua carreira. Fuja dos chavões do tipo “desde pequeno apaixonado por música e blá blá blá”. O que vale aqui é dar uma ideia bem clara de quem você é e o seu trabalho. Se possível, peça ajuda a um profissional para escrever.

Quando falamos de fotos não estamos nos referindo àquela foto tirada com o celular. Invista em um estúdio de fotografia profissional. Você ficará surpreso como o olhar de um profissional pode capturar o seu melhor. E não, você não precisa fazer cara de modelo. Se o orçamento não for problema, contrate também um profissional de moda para lhe ajudar a escolher um visual que tenha a ver com você e lhe favoreça. Na hora de fazer um presskit não esqueça de incluir fotos das suas apresentações, principalmente se o público estiver junto. Esses detalhes fazem toda a diferença na hora de mostrar seu trabalho.
Sempre tenha versões das fotografias com fundo branco no formato PNG – isso torna mais fácil recortar as fotos para flyers ou cartazes. Por fim, nunca use fotos com mais de três anos – você certamente estará diferente nesse período de tempo.
IMPORTANTE: utilize serviços de nuvem (como o Google Drive ou o Dropbox) para salvar suas fotos, pois enviá-las por e-mail pode dificultar o trabalho da imprensa ou dos contratantes.
É obvio que você tem que colocar música no seu presskit. Coloque links para os seus últimos três sets, tracks, remixes ou edits. Para as produções, coloque seus MP3 devidamente etiquetados, com todos os dados completos, detalhes de contato e links para as suas páginas de Mixcloud e/ou SoundCloud. A ideia é que sempre que alguém tocar a sua música ela deva ser capaz de achar os seus dados de contato.
Importante: atualize regularmente essa parte, para que os contratantes saibam exatamente o que receberão quando fecharem uma data com você. Isso vai te obrigar a criar playlists e mixtapes com regularidade, o que, no fim das contas, não é ruim. Você já viu alguém se arrepender de gravar uma mixtape bem feita?
Coloque links de vídeo no seu presskit – podem ser um apanhado das suas apresentações ao vivo, ou um lyric video de uma das suas produções. Ah, mas você não tem um vídeo? Faça um! Melhor ainda, contrate alguém pra fazer um com qualidade profissional. Vale o investimento. Se o orçamento está curto e você quiser dar um tom pessoal, faça você mesmo um vídeo tocando ou falando com o público com a câmera do seu telefone ou algo tipo de GoPro. Mas fique de olho na qualidade!
Importante: os vídeos tem que ser compartilháveis. Poste no YouTube para facilitar o acesso, ou coloque como arquivos de MP4 em alta resolução – arquivos MOV e AVI são grandes demais.
Tem um problema aqui: cuide para colocar apenas as redes sociais que você mantém atualizadas – e, por atualizadas, entenda as redes nas quais você posta algo, no mínimo, a cada uma ou duas semanas. E tem uma razão simples para isso: fazer com que as pessoas vejam redes desatualizadas só cria a impressão de que você não sabe usá-las. De toda a forma. qualidade é melhor que quantidade, sempre.
Na seção de contatos do presskit, coloque detalhes sobre como as pessoas podem lhe contratar. Detalhes como email e, ao menos, um número de telefone celular. Se você tem um agente é aqui que você coloca os dados dele também. Por fim, URL do site e/ou blog.
Clipping é a parte do presskit em que você coloca uma lista das suas maiores realizações até o momento. Mas não entupa de informação, apenas liste as suas performances mais importantes, populares ou impressionantes. Se houver citações em revistas ou jornais inclua também – não mais que uma ou duas.
Não se preocupe se você ainda não acumulou informação nesta parte – isso vem com o tempo, então foque em melhorar suas habilidades e sua rede de relacionamentos. Por enquanto, suas fotos e vídeos ao vivo vão servir.
Montar e atualizar o seu presskit é uma das coisas mais importantes para o gerenciamento da sua carreira, seja você um DJ iniciante ou veterano. Com a facilidade de se achar qualquer pessoa ou coisa com uma simples pesquisa no Google, você tem que se certificar que qualquer um achará informações recentes e precisas sobre você e o seu trabalho.
IMPORTANTE: vale o mesmo destaque para as fotos. Coloque em algum serviço de nuvem para poder facilitar a vida da imprensa ou de seu contratante.
Quer mais orientações para fazer seu presskit, cuidar da sua carreira, agendar mais gigs e entrevistas? Conheça o nosso curso de Assessoria de Carreira, com a Kalygan Poletto.
Você atualiza seu presskit com frequência? Ou nunca fez um?

Tomados pela paixão, muitas vezes nos esquecemos de alguns aspectos da carreira de um DJ que são fundamentais. Se você é um DJ iniciante, ou pretende ser um, leia e guarde esse post. Se você é um veterano, está pensando em dar um tempo ou mesmo pendurar os fones, entenda como se você voltasse no tempo e dissesse isso para si mesmo, como um conselho. Ou vários.
É normal que você queira ser DJ com mais vontade em alguns momentos da vida e menos em outros. Se isso não é uma atividade em tempo integral pra você, sua carreiram família e outras coisas terão prioridade, e não tem nada de errado nisso.
Se ser DJ é o seu trabalho, eventualmente você vai se questionar se isso ainda é divertido pra você, ou se ainda quer isso para a sua vida, como atividade principal. Pode ser só uma fase, mas pode ser também um aviso de que é hora de parar. Vale refletir a respeito e avaliar o caso com carinho
Você pode estar tocando menos, mas ainda vai se pegar contando batidas, pensando em boas mixagens (“essa intro ia ficar tão boa com tal música…”) e avaliando o trabalho de outros artistas… você até pode sair da discotecagem, mas ela não sai de você.
No final dos anos 90, vinil era a regra, mas os CDJs começaram a ganhar força porque um case de CDs era muito mais fácil de carregar e barato que um de vinis. Hoje, CDJs e pendrives são dominantes, mas existem conrroladores com mais recursos até que os novos CDJs-2000NXS2. Ao mesmo tempo, o streaming de música aumentou a venda de vinil nos últimos anos. Independente de preferência por essa ou aquela plataforma, a realidade é que…
Dá pra passar muito tempo falando sobre todas as novas tecnologias do mundo do DJ, mas no fim, discotecagem, em 95% das vezes é sobre tocar a música certa na hora certa. É sobre emocionar as pessoas.
Independente de você ser um purista do vinil ou um DJ super tecnológico – esqueça os sets pré montados, ou pior ainda, pré-gravados. Podemos garantir: não tem nada mais chato, tanto para o público quanto para o artista, que um set pré-fabricado. A beleza de ser um DJ está justamente em compartilhar aquele momento entre você e seu público, baseado na sua seleção de músicas – que você pode mudar a qualquer momento, alterando assim a vibe do lugar. As pessoas gostam de ser surpreendidas, então, dê isso a elas.
Pouco importa se é ou não. Dê às pessoas algo memorável. Considere o público, suas pesquisas, dê o melhor. Cada vez que você fizer o seu set, faça-o como se fosse a oportunidade da sua vida.
Tomar um tempo para se reorientar não significa que você não se apresentará mais para um público – apenas que você precisa de um tempo para definir suas prioridades, ou direcionar sua criatividade para outro empreendimento por um período da sua vida.
Você é ou pretende ser um DJ? Já teve que dar uma pausa na sua carreira ou mesmo mudar de ramo? Comente em nossas redes sociais.
Conheça o curso de DJ da Yellow DJ Academy.
Não é segredo que hoje o mercado dá preferência a DJs que também sejam produtores. Isso gera uma dúvida bastante comum entre pessoas que querem começar a aprender e ingressar no universo da música eletrônica e então vem a pergunta: com que curso começar? Curso de DJ ou Produção de Música Eletrônica?
É ótimo que você queira seguir carreira na música, mas antes é necessário entender as diferenças entre um produtor e um DJ. Vamos lá?
Um DJ é um profissional que toca música produzida por outras pessoas, apesar de que ele pode (e deve) incluir seus próprios remixes e edits nos seus sets. Isso demanda um certo conhecimento de produção, mas não necessariamente todo o processo. Basicamente, o DJ é contratado para uma apresentação ao vivo, em que deve mixar uma seleção de músicas escolhidas por ele para uma audiência específica. Em um curso de DJ você irá aprender técnicas para poder executar essas tarefas e, claro, agitar as pistas. Veja também o que aprendi me tornando DJ Profissional.
Já o Produtor é o profissional que domina todo o processo para criar as suas próprias músicas, e a de outras pessoas também. Possui um conhecimento técnico mais aprofundado sobre teoria musical, softwares de produção e instrumentos. Um produtor trabalha principalmente em estúdio, embora possa fazer apresentações ao vivo também. Além disso, um bom profissional pode ser requisitado para outras funções – compor trilhas sonoras para peças de teatro, filmes e jogos, por exemplo. Resumindo, a produção é um ramo mais abrangente dentro do mercado de música eletrônica.
A essa altura, você já deve ter percebido que embora existam semelhanças, as profissões são diferentes entre si – e uma demanda mais tempo de dedicação e estudo que outra para que funcione. Como são áreas distintas do mesmo ramo, os dois cursos são complementares, mas não substituem um ao outro. Aqui, fica mais claro também por onde começar.
Nossa sugestão é que você comece pelo curso de DJ , ele serve como uma espécie de introdução ao tema e abre o mercado para você. Ao mesmo tempo, você pode adquirir habilidades que vão te levar ao próximo passo – a produção.
Ter o domínio do processo de produção de música é uma das exigências do mundo da discotecagem hoje. DJs que apenas tocam são menos valorizados do que aqueles que produzem suas próprias tracks. Assim, o curso de produção é uma especialização, uma espécie de pós-graduação. Ser produtor aumenta consideravelmente o seu espaço no mercado.
Existe ainda um outro aspecto a ser considerado. Muitas pessoas fazem o curso de DJ sem a intenção inicial de se tornarem grandes profissionais do ramo. Estudam porque amam música eletrônica, querem entender o funcionamento, mas tocam por uma questão de satisfação pessoal, e só mais tarde percebem o quanto a profissão é apaixonante e resolvem continuar na carreira. Mais uma vez, começar pelo curso de DJ é uma boa maneira de você testar o mercado antes de decidir se quer dar continuidade ou não. Dessa forma, você faz escolhas mais inteligentes e otimiza o seu tempo e dinheiro. Nosso palpite: depois de começar, você não vai querer parar mais! Saiba também como começar sua carreia de DJ ou Produtor Musical.
Se preferir, agende uma visita à Yellow e tire suas dúvidas pessoalmente.

Todo mundo que sonha em ter uma carreira de DJ e/ou Produtor de música eletrônica passa pela mesma situação: como tornar a carreira sustentável a ponto dela ser a sua principal fonte de renda?
Durante a fase de transição do seu trabalho atual para a sua nova profissão, você precisa pensar em alternativas que mantenham os seus boletos em dia. Acredite: todo grande artista começou de algum lugar que não é aquele em que ele está hoje!
O segredo para que isso aconteça é: você tem que se manter enquanto a carreira não decola. Sem grana, talvez você não consiga manter o foco. E pra que você capitalize nessa fase de transição e vá fazer aquilo que você sempre sonhou, a gente separou umas dicas. Isso vai te dar fôlego para que você faça exatamente o que você quer: ser um DJ/Produtor. Vamos lá?
Parece óbvio, mas esse é o caminho mais natural a ser seguido, ao menos no começo. Muitos dos DJs que você conhece tinham outra profissão, e acabaram migrando para suas carreiras artísticas com o tempo.
O importante aqui é conseguir um trabalho que te permita conciliar o trabalho noturno. Você pode, por exemplo, trabalhar em uma área correlata à música, como social media, design ou qualquer outro ramo cujas habilidades você possa transferir para a sua carreira de DJ, como programar seu próprio site, gerenciar suas mídias digitais, fazer as suas artes e logo, etc. E que, de preferência, te coloque em contato com pessoas que pensem como você. É bem provável que nesse processo você encontre mais gente que está ou já esteve na mesma situação, e isso é ótimo para compartilhar experiências.
Uma boa maneira de se capitalizar para dar o pontapé inicial na sua carreira de DJ é buscar alternativas de renda. Se você tem muitos amigos que apoiam o seu trabalho, por exemplo, você pode abrir um crowdfunding como o Vakinha ou o Kickstarter. Tenha em mente que você terá que oferecer algo em troca, como um podcast, ou set exclusivo, um remix ou track de sua autoria. Pense em algo que o seu público e/ou amigos estariam dispostos a pagar mensalmente. Esses micro-fluxos de renda podem ser uma mão na roda para te ajudar a comprar equipamentos ou financiar uma sessão de fotos, por exemplo.
Tente criar tantos desses micro-fluxos quanto você conseguir, sem comprometer a qualidade e a entrega do seu trabalho. Essa é uma maneira legal de manter uma renda ao mesmo tempo em que você está divulgando a sua música para as pessoas. Se você conseguir conectar isso ao seu trabalho como DJ, melhor ainda.
Listas de reprodução e curadoria de músicas em sites de streaming bombaram nos últimos anos, com milhares de artistas sendo descobertos e lançando carreiras no Spotify e na Apple Music.
Já que você ama música (é por isso que você quer ser um DJ, certo?), essa é uma excelente maneira de ganhar dinheiro. Playlists não são um amontoado de músicas organizadas de qualquer jeito – uma lista bem montada tem identidade musical e imagem próprias e leva algum tempo e esforço de pesquisa, principalmente se forem feitas sob encomenda.
Você pode compartilhá-las em suas páginas de mídia social e incentivar as pessoas a apoiá-lo, indicando suas páginas de crowdfunding (entendeu agora a importância delas?).
Também é possível criar playlist para lojas, eventos sociais ou corporativos, marcas. Eu já ganhei uma grana legal fazendo playlist para uma rede de cervejarias, por exemplo. É uma boa fonte de renda passiva, enquanto você faz algo que ama.
Já pensou em tocar em uma feira? O Richie Hawtin já:
Enquanto você não tem um número significativo de seguidores ou estiver bem no começo da sua carreira de DJ, é provável que você não consiga tocar logo de cara em grandes clubes (dica: as peneiras Yellow podem ser um atalho 😉).
A boa notícia é que existem muitos, muitos lugares que precisam de boa música. Bares, pubs, restaurantes, lojas, shoppings, co-workings, até mesmo barbearias. Outra boa ideia é organizar pequenos eventos para os amigos, em que você leva os equipamentos e arrecada verba para suas despesas.
Também considere as suas possibilidades. É claro que o ideal nunca será você se apresentar de graça, mas leve em conta se o local onde você vai tocar te dá acesso real ao público que você quer atingir. Em algumas ocasiões bastante específicas, esse pode ser um bom investimento.
Para se tornar conhecido a ponto de poder viver apenas das suas apresentações, você precisa se colocar no mercado. Hoje, isso significa que você tem que criar um conteúdo online que atraia as pessoas, seja uma música, um blog, um vlog ou qualquer outro trabalho que possa ser facilmente compartilhado pela internet.
Até mesmo grandes artistas fazem isso. É só ver a quantidade de posts no Instagram Stories essas pessoas postam. E a razão disso é que é assim que eles capturam a atenção dos fãs. É uma “economia de atenção”. Cada segundo que você consegue atrair para si é válido.
E a melhor maneira de fazer isso é trabalhar de forma consistente e criativa o seu trabalho como DJ ou produtor. A melhor parte: existem várias maneiras legais de se fazer isso, como por exemplo:
Existem várias plataformas online em que você pode publicar o seu trabalho – as mais famosas são o Soundcloud e o Mixcloud, mas há boas alternativas como o Mixlr, onde você pode fazer um podcast ao vivo, e o Twitch, que embora seja uma plataforma de transmissão de vídeo ao vivo voltada para gamers, está cada vez mais aberta a todo tipo de conteúdo ao vivo. Você pode fazer vídeos ao vivo no Facebook ou mesmo no YouTube. As opções são inúmeras, basta você achar a que funciona melhor pra você.
Essa é sem dúvida uma das melhores maneiras de você firmar seu nome no universo da música eletrônica. Todos os maiores DJs do mundo são produtores, e essa é provavelmente uma das maiores razões das pessoas conhecerem seu trabalho. Os DJs de hoje são reconhecidos pelo conteúdo que eles publicam, ou seja: a sua música.
Além de criar sua música, você ainda pode fazer remixes, edits e (embora bem menos), mashups. É uma boa maneira de fazer com que as pessoas associem seu nome a outros nomes já conhecidos.
Uma das ferramentas mais poderosas que existem para criação de conteúdo está no seu bolso: seu smartphone. Você não precisa mudar a sua vida para aparecer nas redes sociais, pelo contrário – quanto mais verdadeiro seu conteúdo for, melhor – mas é importante manter uma atividade consistente nelas, postando e interagindo regularmente.
Procure se envolver com usuários que seguem e compartilham os mesmos interesses que você. Criar conteúdo que seja divertido e útil para essas pessoas é um jeito sensacional de se aproximar delas – e construir o seu público.
Blogar é outra ótima maneira de construir credibilidade e divulgar seu nome. Você pode escrever artigos sobre DJs e música eletrônica usando sites como Medium, ou tente fazer um post como convidado no blog do seu DJ favorito. Só não esqueça de checar as informações sempre, e cuidado com os erros de português.
Discotecagem e produção musical são arte. Se você quer viver de forma sustentável como DJ, precisa pensar nisso como uma empresa – isso permite cobrir seus custos de vida, o que significa que você pode se concentrar mais em tocar, em vez de se preocupar com o aluguel do próximo mês. Ter vários micro-fluxos de renda podem lhe dar um complemento financeiro que lhe permite ser criativo; ganhar dinheiro permite que você faça mais arte. É assim que você sobrevive, e depois prospera, como DJ/produtor.
Muita gente consegue viver tocando três vezes por semana, produzindo música, tocando em festas particulares, fazendo seus próprios shows e criando playlists para eventos de empresas e marcas. Todas são ótimas maneiras de divulgar seu nome, mantendo suas habilidades afiadas e, claro, mantendo seus boletos em dia.
O truque é você identificar e atuar nos pontos em que sua música se encaixa, e usar todas essas possibilidades para estabelecer a sua carreira.
O que você faz para obter reconhecimento profissional?

Eu me lembro exatamente onde e o que estava fazendo quando decidi ser um DJ profissional. Eu tinha acabado de sair do L&M Dance Party, considerado por muitos a 1ª Rave do Brasil. O ano? 1992.
Apesar de já brincar com os toca-discos, eu ainda não tinha uma ideia muito clara sobre o meu futuro profissional. Ver as performances de DJs e artistas como Mau Mau, Mark Kamins, Moby e Altern-8 foi decisivo na minha escolha.
Passados 26 anos, muitos dos motivos pelos quais eu entrei nessa ainda estão vivos. Apesar de hoje eu escrever mais sobre música eletrônica do que tocar, a paixão continua a mesma. É como um namoro que começa todo dia, a cada track novo ou artista que você descobre. O coração tá sempre palpitando, aquele arrepio de ouvir uma música diferente vem sem aviso… mesmo que esse artista que você nunca ouviu tenha gravado há 30, 40 anos.
Então, eu resolvi listar algumas das coisas que eu aprendi desde que me tornei um DJ. Tenho certeza de que você vai se identificar com a maioria delas, se não com todas. Com a vantagem de que, hoje, esse trabalho é muito mais aceito socialmente do que há vinte e tantos anos atrás. Me acompanha?
Um dos aspectos mais legais de ser um DJ profissional é a quantidade de gente que você conhece. Melhor: muitas delas serão suas amigas e te acompanharão por muito tempo. Se você gosta de conhecer gente ou quer ampliar sua rede de contatos, a profissão é o seu número.
Você é o oposto disso? Ser um DJ profissional também pode te ajudar. Ao se colocar o tempo todo em contato com pessoas, você pode vencer a timidez e aprender a se relacionar melhor. Atenção, pais que têm filhos tímidos: essa é uma excelente maneira de ensinar seu filho a interagir.
Ser um DJ profissional exige que você aprenda ao menos um pouco de teoria musical, métrica, pesquisa, curadoria, relações públicas, planejamento. Afia as suas habilidades em “ler” pessoas, exige uma tomada de decisão a cada música tocada. E todas essas habilidades são úteis dentro e fora da cabine de som e da pista. Eu posso garantir que os anos de discotecagem melhoraram e muito as minhas habilidades como vendedor, por exemplo. O que se aprende ali pode e deve ser levado para outras áreas da sua vida. Vantagem bônus: você nunca mais vai depender das sugestões do Spotify pra ouvir música nova!
A vida de um DJ profissional é uma correria só. Entre fechar datas, trabalhar sua autopromoção, gravar sets, produzir músicas e/ou remixes e tocar nos eventos, sobra pouco tempo. E mesmo que você seja residente de uma festa ou club, posso garantir: uma noite nunca é igual à outra – e isso só torna as coisas ainda mais interessantes. Toda festa é a primeira. O resultado é que a única rotina que você terá é a falta de rotina – e isso é divertidíssimo!
As opções de quem quer seguir carreira como DJ são inúmeras. Você pode trabalhar exclusivamente com eventos como casamentos e eventos sociais (dica: esse é um ramo lucrativo); pode ser residente de um club ou festa; se você conseguir se estabelecer como um grande profissional, pode viver tocando nos melhores lugares do Brasil, e, por que não, do mundo. Ainda pode fazer curadoria musical para lojas, empresas de streaming, desfiles de moda. Se você também for produtor, só melhora. Você pode fazer trilhas para eventos, games, filmes… o DJ e produtor holandês Junkie XL, que ficou famoso uns anos atrás com um remix de A Little Less Conversation, de Elvis Presley, hoje vive de fazer trilhas sonoras – como a de God Of War e Deadpool. Nada mal, né? Mas ainda não acabou. Você pode fazer remixes e edits para artistas mais famosos que você. Ou, ainda, trabalhar em colaborações com eles. A carreira de DJ e/ou produtor é um mapa com muitas estradas pra percorrer.
E isso acontece até mesmo sem sair de onde você mora. Me lembro de cada lugar inusitado que eu visitei como frequentador, e os que conheci quando comecei a tocar. Você pode se surpreender com um super club em SC, um bar mega alternativo escondido em uma portinha em SP, uma sociedade no interior do PR que tem um salão de baile de dar inveja a muita balada na capital. Quanto mais você toca, mais chance tem de topar com esses lugares incríveis a cada viagem.
E isso não é ruim. Você aprende a ouvir mais e melhor, e o tempo todo. Você entende a história da música, as ligações entre os gêneros, a importância social de uma pista. Aprende sobre os diferentes movimentos culturais que acabaram no surgimento do estilo musical que você mais gosta. Começa a ouvir coisas que você nem imaginava que existiam, ou que você não acreditava que iria gostar um dia. Percebe a música como aquilo que ela realmente é – uma linguagem.
Sabe essa música aqui?
Então, é isso que você faz com as pessoas quando toca. Um amigo me disse há anos atrás que o DJ é um mediador de bons sentimentos para um público, e eu concordo – tanto que uso essa definição até hoje. Não é difícil entender isso, basta pensar na sua última balada ou festa e lembrar da sensação que você experimentou nela. Voltemos um pouco pro começo desse texto: eu disse que foi na saída de uma rave que eu decidi que iria me tornar um DJ profissional. Eu queria fazer com que as pessoas se sentissem tão bem quanto eu me senti naquela noite. Além disso, eu queria (ainda quero) compartilhar as coisas que eu descubro nas minhas pesquisas musicais. E a sensação de pertencimento, de fazer parte de algo que significa alguma coisa pra uma ou 20 mil pessoas é indescritível. Só estando lá pra saber.
Quando eu comecei a tocar, só havia um curso de DJ na cidade, e eu não tinha condições de pagar por ele. A Internet ainda estava engatinhando. CDs não existiam, então CDJs e afins eram ficção científica. Música digital? Softwares de DJ e de produção? Talvez na cabeça de alguém (que concretizou esses sonhos, aos poucos).
Mas voltemos a hoje: internet super-rápida, tantos softwares e dispositivos para você discotecar quanto a sua imaginação permitir, programas que emulam um estúdio de gravação em um notebook que cabe em um envelope, CDs são coisa do passado. Com tanto acesso e facilidades, é fácil imaginar que a tecnologia pode substituir de alguma maneira a formação, certo?
Errado.
Os fundamentos da discotecagem até podem ser aprendidos online, mas a quantidade de informação ruim é tanta que provavelmente você vai pular ou aprender errado alguma parte desse processo. Sim, a tecnologia pode te ajudar a ser um DJ melhor, um produtor melhor, mas sozinha a tecnologia não faz nada. Você jamais vai entender como o Sync funciona de verdade se não souber como fazer beatmatch de ouvido. A última versão do Ableton e todos os plug-ins do mundo não vão servir pra nada se você não entender como e pra que cada um funciona. No máximo, você vai fazer ruído e não música.
O ponto é: existe muita informação sim, e boa. O problema é que ela é tanta que é muito, muito fácil se perder nela e não sair do lugar. Outra coisa que a tecnologia não te traz é o contato direto com quem faz a coisa acontecer de verdade. Por exemplo: em uma universidade, normalmente os professores são profissionais que atuam ou atuaram e se destacaram em suas áreas.
Em um curso de DJ ou Produção musical não é diferente: você entra em contato com pessoas do meio, que são referência no que fazem. Acho desnecessário explicar a diferença entre aprender assim ou em tutoriais do YouTube. Mas tem um outro aspecto que faz toda a diferença aqui: em um curso presencial, você estará cercado de gente que pensa e sente o mesmo que você em relação à música. Pessoalmente, você cria laços e a sua primeira rede de contatos profissional. Todo método de aprendizagem tem seu mérito, mas, se eu posso dar uma dica, é esta: se você pretende se tornar um DJ profissional, seu caminho passa necessariamente por um bom curso. Pense nisso como uma viagem com ou sem GPS: você até pode chegar no destino, mas com um mapa você escolhe as melhores estradas e ainda descobre os pontos turísticos!
Ter escolhido a profissão de DJ me trouxe muita coisa boa – na verdade, continua trazendo. E eu espero que esse texto te ajude a embarcar nessa se for a sua vontade. Obrigado e até a próxima! 😉

É normal que a maioria das pessoas que pensam em se tornar produtores de música eletrônica não tenham uma ideia muito clara do que fazer. O que aprender primeiro, ou onde focar o seu tempo. Nessa fase, o maior desejo de quem quer aprender é algum tipo de projeto básico, um roteiro do que fazer para deixar de ser um iniciante e ser um verdadeiro produtor de música eletrônica.
Se você é uma dessas pessoas, inevitavelmente você passará, está passando ou passou por uma das fases que vamos explicar agora. Aproveitando, explicamos um pouco do que fazer em cada uma delas para agilizar a sua curva de aprendizagem. Vamos lá?
Uma das maiores dores de cabeça para quem quer se tornar produtor de música eletrônica é escolher sua Estação de Trabalho Digital (em inglês, Digital Audio Workstation, ou DAW – que é como vamos chamar os softwares de produção daqui em diante, para facilitar). Se você está nessa fase, já deve ter pesquisado ou ouvido falar dos mais populares, como Ableton Live, FL Studio, Cubase e Logic Pro.
A grande dúvida aqui é qual escolher. Leve esses pontos em consideração:
– Esqueça essa de “melhor DAW”. Tudo se resume a preferência pessoal. Todos os DAWs no mercado podem te entregar um bom resultado final.
– Ao invés de perder tempo com isso, ache o melhor para você, ou seja: aquele em que você não vai perder tempo demais para aprender a usar, e usar o tempo economizado para aprender mais sobre produção.
– Lembre-se de que você sempre pode mudar de DAW se não estiver confortável com o escolheu primeiro ou sentir necessidade de mudança.
Se você não pesquisou, e não faz a mínima ideia de por onde começar, pense nisso:
– O que os seus amigos usam?
Se você tem amigos que já produzem, talvez seja uma boa ideia escolher o mesmo DAW que eles – assim, você pode dividir experiências e aprender junto com eles.
– Determine um orçamento
Todas as DAWs valem uma boa grana, e você terá que investir nisso também. Mas a faixa de preço costuma variar. Se seu orçamento está apertado, a maioria das DAWs tem versões Light, que embora possuam menos recursos, são o suficiente para que você comece a produzir.
– Tenha em mente a utilização da sua DAW
Vai tocar ao vivo? Talvez o Ableton seja a escolha adequada para você. Quer fazer trabalhos complexos, e usar o padrão da indústria? Pro Tools é uma boa escolha. Então, considere o que você pretende fazer e procure a ferramenta que mais se encaixa nas suas pretensões.
O melhor conselho que podemos dar aqui é: escolha um e comece a usar. Se você levar mais do que um dia para escolher, você está perdendo o foco. Ableton Live e FL Studio têm versões de teste gratuitas – é uma boa maneira de começar antes de investir. Mais uma vez, não perca tempo demais nisso – você vai nos agradecer depois.
Preciso de mais algum equipamento?
Existem duas respostas para essa pergunta – a comum e a verdadeira. A verdadeira é que se se você tem um computador e um par de fones ou caixas de computador, não, não precisa. Dá para começar assim mesmo. A comum é que você precisa de no mínimo um par de fones decente e talvez um controlador MIDI. Na maioria das vezes, o melhor investimento que você pode fazer depois de escolher a DAW é mesmo comprar um bom par de fones, mas não dependa disso para aprender a produzir, ou você estará arrumando desculpas para não fazer.
Depois de baixar sua DAW, você ficará tentado a começar imediatamente a criar uma música.
Mas é quase certo que essa atitude irá gerar confusão, frustração, e mais perigoso, fazer você acreditar que se tornar um produtor de música eletrônica é difícil e não é para você. Sua prioridade depois de escolher a sua DAW é aprender a usá-la! As duas melhores maneiras de se fazer isso são um curso de produção de música eletrônica e a leitura do manual da DAW.
Depois de se familiarizar com a sua DAW, a próxima fase é a da experimentação. O único objetivo aqui é se divertir e adquirir experiência. Aprenda como criar uma linha de kicks, tente recriar uma melodia que você conhece. Depois, tente criar uma faixa completa – isso é essencial para que você adquira o hábito de terminar a música, mesmo que para você ela não esteja suficientemente boa. Caso contrário, você pode não ser capaz de terminá-la mais tarde. Ao menos no começo, resista à ideia de sair mostrando para todo mundo suas produções. Não que haja algum mal nisso, mas acredite, é uma distração que vai tirar seu foco.
Essa é a fase em que você começará a se tornar um produtor de música eletrônica de verdade. É uma das fases que leva mais tempo também, mas isso varia de pessoa para pessoa. Nessa fase, você aprende os fundamentos da produção: teoria musical, estrutura, arranjo, mixagem. Como acabamos de dizer, são fundamentos, então não tem como pular essa fase. Não quer dizer que ela não seja divertida, pelo contrário – você ficará empolgado quando perceber suas habilidades melhorando a cada dia. Mais uma vez, um bom curso de produção ajuda muito nessa fase.
No entanto, essa fase esconde uma armadilha bastante comum: a armadilha do perfeccionismo, ou armadilha da obra-prima. Ter uma atitude perfeccionista não só inibe o aprendizado como destrói a sua autoestima. Em vez disso, se habitue a criar um grande volume de trabalho, e termine do jeito que você pode ou consegue. Foque em fazer um bom acabamento, mas não se afobe – mesmo com um um crescimento rápido do seu conhecimento, se cobrar demais não vai fazer o seu trabalho melhorar. Nessa fase, quantidade vale mais que qualidade. Sem pressão, você irá aprender muito mais rápido.
Foque no que te motiva e nos seus objetivos, seja consistente e paciente, e os resultados virão.
Existem muitas outras fases pelas quais um produtor iniciante de música eletrônica passa, mas optamos por falar sobre esses por acharmos que são mais relevantes.
Agora que você já tem uma ideia melhor de como a produção de música eletrônica funciona, dá uma olhada nessas técnicas e dicas que separamos pra você – temos certeza que algumas (se não todas!) serão bem úteis.
Produção musical é um trabalho duro. E mesmo quando é uma rotina diária, é fácil esquecer técnicas e elementos importantes que podem fazer a diferença na sua track. A produção é uma coisa tão complexa que é quase impossível manter o controle de absolutamente tudo ao se fazer uma faixa. É por isso que ter amigos por perto para dar opiniões honestas, ou até mesmo testar sua track em tantos aparelhos quanto possível, ajuda a encontrar falhas que passaram batido nas primeiras sessões de gravação.
Aqui estão algumas dicas importantes que você deve ter em mente na próxima vez em que você for produzir. Vamos ao que interessa:
Loops e samples sempre são uma boa ideia em produção. No entanto, você vai gastar bastante tempo testando loops que se encaixem com o que você já produziu. O ideal é você criar o hábito de gravar seus loops de percussão ou bateria. Assim, você dá à percussão o mesmo groove do resto da track e fica livre para criar outros ritmos. Por falar em ritmo, uma dica adicional: não deixe o seu kick todo com a mesma velocidade – ele vai ficar reto demais, e sem vida. Faça uma pequena variação de velocidade e tom para trazer o groove à sua track!
Um produtor iniciante tem muito a aprender, e um dos aspectos mais negligenciados entre os novatos é o arranjo. Infelizmente, há uma espécie de padronização da música feita hoje – e entender os diferentes tipos de arranjo podem te ajudar a fugir do óbvio. Por exemplo, a estrutura mais comum da dance music é uma batida 4/4 disposta em intro>refrão>verso>refrão>ponte>refrão>outro. Esse tipo de arranjo é uma espécie de rascunho para produtores e a melhor maneira de aprender a variar essa estrutura é ouvindo tracks de artistas que são uma referência para você. Uma boa técnica de aprendizado é você jogar essa track de referência no seu DAW, cortá-la nomeando cada seção corretamente, e depois improvisando entre cada seção.
Toda boa produção brinca com o espaçamento – seja entre as notas, instrumentos, efeitos ou até mesmo entre as seções da track. Uma boa ideia é se livrar do que é exagerado ou desnecessário na faixa, ou adicionar espaços de meio ou um segundo entre algumas seções – isso dá um efeito de tensão e soltura bastante interessante.
A melodia é um dos aspectos que costumam definir uma boa produção. Uma melodia grudenta tem duas características: é repetitiva (o que prende a atenção do ouvinte) e variada (mantém o ouvinte interessado). Melodias simples demais podem não ser exatamente agradáveis para se ouvir no dia a dia, mas em uma pista isso não é um problema.
A vivacidade de uma track vem do toque humano no ritmo e no groove – e isso nem sempre pode ser replicado naturalmente por um DAW. Mas existem algumas maneiras de deixar o som mais orgânico:
Há uma série de coisas para serem lembradas durante uma produção – muito mais do que listamos aqui. No começo, é bem provável que você não pegará tudo, mas com o tempo você vai identificar as lacunas e saberá como preenchê-las.
Mas calma, que a gente separou mais umas pra você – vem junto!
Sem firulas, esta é uma lista com várias dicas rápidas, para você lembrar e usar sempre que precisar. Vamos lá?
O número dois é o suficiente. Quando você estiver vivendo de música, aí sim pode pensar em investir mais.
Se você quer se tornar um produtor de música eletrônica, precisa ter em mente que, ao menos no início, não é necessário um grande investimento em equipamentos. Um bom computador, um DAW (falamos deles aqui) e uma fonte de monitoramento costumam ser o suficiente. Se estiver dentro das suas possibilidades, uma interface de áudio também é uma boa ideia.
E quando falamos de uma fonte de monitoramento, se quisermos pensar em baixo custo, inevitavelmente a escolha recai sobre os fones de ouvido. Você pode se perguntar porque um par de fones ao invés de um par de monitores (caixas), e os motivos são bastante simples:
– Em geral, um bom fone de ouvido para monitoramento sai mais barato que um par de bons monitores. Aliás, monitores normalmente são vendidos em unidades e não em pares – então, se você entrar em uma loja online, por exemplo, é quase certo que o preço que você vai encontrar é de uma caixa só.
– Também é quase certo que o local onde você vai começar a produzir não é acusticamente tratado. Nesse caso, um par de fones de ouvido vai te dar uma resposta mais precisa do que um par de caixas, por conta da reverberação do ambiente e e de ruídos externos.
É mais interessante para quem quer iniciar na produção de música eletrônica investir em um bom par de fones. Assim, você pode economizar para investir em educação musical, como um curso de produção musical, por exemplo. Existem vários modelos no mercado, e os preços costumam variar bastante, não só porque seus preços costumam ser em dólar, mas porque alguns não são fáceis de achar por aí. Separamos três fones que não custam nenhum absurdo e que valem o investimento. Confira:
Sennheiser HD-280 Pro
Difícil não lembrar da Sennheiser quando o assunto é monitoramento – há décadas os fones da fabricante alemã são referência no segmento. O HD-280 Pro é um fone bastante robusto, com uma qualidade de construção sólida e um excelente isolamento acústico, além de uma resposta de frequências bem plana, algo essencial em um fone para produção.
Sony MDR-7506
Assim como o Sennheiser, o Sony MDR-7506 é figurinha carimbada nos estúdios mundo afora, principalmente pela sua durabilidade. É largamente usado em diversos ambientes de monitoração, como estúdios e unidades móveis de TV e rádio. É o tipo de equipamento que, se bem cuidado, vai passar alguns anos com você.
Audio-Technica ATH-M50x
Pouco conhecida fora do meio profissional no Brasil, a fabricante japonesa se destaca pela qualidade e robustez dos seus produtos. O ATH-M50x é um dos fones de entrada da marca, mas que não deixa absolutamente nada a dever se comparado com os irmãos “maiores” da empresa.
Por fim, tenha em mente alguns aspectos antes de comprar um fone para produção musical:
– fones fechados possuem um melhor isolamento acústico que os semiabertos. Se você vai trabalhar em um ambiente ruidoso, prefira os fechados.
– ao contrário dos fones para DJs ou para uso diário, um bom fone para produção não deve “forçar” nenhuma frequência, ou seja: o som dele deve ser bem “plano”, sem que nenhuma das frequências se sobressaia.
E aí, curtiu? Esperamos que essas dicas sejam úteis para os seus primeiros passos na produção musical.
O que você precisa saber sobre o mundo dos DJs!
Você sabe o que, de fato, faz um DJ? Algumas pessoas pensam que é só dar o play nas músicas e que é um trabalho fácil de realizar. Outros, confundem o DJ com uma Jukebox, para quem você pede músicas e ele será obrigado a tocar o que você deseja. Muita gente relaciona o trabalho do DJ com uma rotina fácil, de muitas festas, onde o artista precisa apenas estar acordado durante as madrugadas nas casas noturnas, festas etc. Mas a vida do DJ vai muito além de ser uma pessoa animada, que fica dando play em músicas pedidas por quem está dançando. Ser um DJ consiste em pesquisar músicas, mixar estas músicas e transformar os ambientes nos quais ele toca em lugares mágicos. Pois é, acho que você ainda deve imaginar que é um trabalho relativamente fácil. Mas afinal, o que é ser um DJ?
O que é mixagem?
Pra começar, é legal lembrar o que disse DJ Murphy, no EYCE 2018: “Um DJ mixa músicas”. Este é um conceito básico, mas muitas vezes esquecido sobre o trabalho do DJ. Uma música é emendada à outra pra que duas, três ou quatro horas de set se pareçam com uma música só, sem interrupções.
Qual a importância da pesquisa musical de um DJ?
Esta é, sem dúvidas, a principal parte. Sem pesquisa, qualquer pessoa poderia estar no lugar do DJ. O que difere um bom DJ de qualquer outra pessoa na pista de dança não é exatamente o fato dele saber mixar e, sim, as músicas (que levaram meses, ou anos, para serem pesquisadas) que serão tocadas por ele.
Como o DJ constrói um bom set?
As músicas que serão tocadas pelo DJ e a ordem na qual elas serão tocadas determina muita coisa. Esta “construção” pode te deixar mais alegre ou menos alegre quando você está na pista, dançando com seus amigos. Aqui, mudanças na “levada” das músicas ajudam a estabelecer texturas e variações no clima do set. Um bom artista saberá costurar estas músicas da forma mais própria possível, levando em consideração o momento. Temos também um texto sobre o que um DJ realmente faz, dá uma olhada!
Veja o que alguns de nossos amigos dizem sobre o que é ser um DJ: